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Brasil: Construção da Greve Geral: romper com o “blefe” governista e organizar pela base

 

Após aprovação das MPs 664 e 665, o chamado das centrais sindicais à greve geral desapareceu. As burocracias fingem que lutam, mas facilitam o avanço das políticas neoliberais. A construção da Greve Geral deve ser de baixo para cima e deve combater o corporativismo que promove divisões entre categorias de trabalhadores.



 

Publicado no Causa do Povo nº 72, jun/jul 2015

Há alguns dias, as centrais sindicais hegemonizadas pelo PT e PCdoB (CUT e CTB) propagandeavam uma grande Greve Geral, que seria a resposta ao projeto de terceirização (PL 4330).

A burocracia sindical toda (CSP-Conlutas, Intersindical, CTB, CUT, UGT e NCST) se uniu para a tal “greve geral”, através de um movimento cupulista que excluiu a base da construção. Ou seja, a tal greve geral não passava de um movimento de cúpula entre as direções, sem nenhuma participação das bases, sem nenhuma construção real.

Como consequência disso, a “grande greve” se transformou apenas em dias nacionais de paralisação com atos de rua esvaziados (com raras exceções) que reuniram quase somente as próprias direções sindicais, escancarando ainda mais o que já estava posto: o oportunismo da velha burocracia sindical em fingir que se mantém na luta.

Após a aprovação das MPs 664 e 665 (que adotaram novas regras para aposentadoria, pensão, acesso ao seguro-desemprego, além de outras medidas que retiraram direitos conquistados historicamente pela classe trabalhadora), o mito da greve geral que seria convocada pelo governismo simplesmente desapareceu. Isso demonstra mais uma vez que a tarefa das entidades sindicais atreladas ao governo PT é desmobilizar e colocar uma barreira para a organização dos trabalhadores, facilitando o avanço das políticas neoliberais. 

A tarefa dos revolucionários: o combate à burocracia sindical para a construção da greve geral pela base

A Greve Geral é uma bandeira histórica da classe trabalhadora e deve ser construída com seriedade pelos anarquistas e setores revolucionários. Para isso, a construção deve ser feita de baixo para cima, através de comitês por local de trabalho, estudo e moradia, de modo que os próprios trabalhadores e estudantes da classe sejam os responsáveis pela construção.

O combate às burocracias sindicais é elemento fundamental, já que essas se colocam como empecilho para a organização partindo das bases, assim como também a necessidade de uma construção em que as categorias profissionais se organizem de maneira conjunta, combatendo o corporativismo que apenas promove divisões entre os trabalhadores.

 CUT enfraqueceu a resistência

Em 2011 a UNIPA havia alertado que a luta contra a terceirização puxada pelo governismo era uma mentira: o projeto (PL 4430) já está no Congresso há mais de 10 anos; a CUT abdicou do combate à terceirização no pós-2003, aceitando-a parcialmente; e, sem resistência, a terceirização avançou nas “atividades-meio”, aumentando de 1,8 milhão de terceirizados no governo FHC, para 12,7 milhões no governo PT em 2013.

Assim fica claro: para o governismo, o que incomoda não é a precarização do trabalho, mas a ameaça ao imposto sindical, já que grande parte de sua base está nas “atividades-fim” do serviço público.

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